quarta-feira, 3 de outubro de 2012

2ª Operação - Após a cirurgia - 4º dia


Coloquei já o 4º dia, porque no 3º dia não aconteceu nada de especial.
No 4º dia de internamento, a minha manhã foi calma, vi televisão, tive dois dedos de conversa com as minhas “vizinhas de cama”, embora estejamos todos naquelas situações nós fazemos algumas amizades partilhando algumas experiências, eu já estava ali pela 2ª vez, elas eram a 1ª vez e estavam em pânico, como é normal, mas tentei logo acalmá-las.
Logo após o almoço recebi a visita das doutoras que supervisionam a máquina da morfina, elas vêem quantas vezes carregamos nela ao longo do dia e estipulam um dia para a retirarem, o meu dia para tirar foi nesse mesmo dia ao fim da tarde, eu pensei logo como é que iria aguentar as dores sem a abençoada morfina? Mas tive que pensar positivo, eu iria conseguir.
Ao final da tarde vieram-me tirar a morfina, o oxigénio e o soro, fiquei logo libertada para começar as caminhadas, fiquei toda contente de me tirarem os catéteres, eu desta vez tinha nas duas mãos, embora só me lembre de ter feito uma, eles devem ter-me metido o outro durante a cirurgia. Vou ser sincera, desta vez, os enfermeiros foram brutos com os meus catéteres, como as minhas veias já estavam saturadas da morfina começaram a “entupir”, ou seja, os remédios já não entravam quando os enfermeiros me vinham dar, e eles para desentupir utilizaram algumas formas, como mexer imenso no tubo, colocar um pouco do remédio muito rápido para desentupir, o que dava dores horríveis. Acabaram por desistir e tiraram-me os catéteres, o que para mim foi muito, mesmo muito, bom. Então os remédios eram me dados em comprimidos, embora deteste comprimidos, eu sempre tive dificuldades em engoli-los a minha única solução era pedir aos enfermeiros para esmagá-los e assim já tomava.
Levantei-me pela primeira vez, sinceramente, foi terrível, as dores eram angustiantes, mas ao mesmo tempo estava tão contente por conseguir pôr-me de pé. Ao levantar-me não tive as tonturas que senti na outra operação, sentia-me mesmo bem, fora as terríveis dores que sentia nos músculos das omoplatas e no pescoço, era como me tivessem a fazer uma enorme pressão nos músculos. Aguentei muito pouco tempo sentada, doía-me tudo e então tive que me deitar.
O resto do dia foi normal, não me levantei mais.

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